Web sites devem suportar IPv6 até 2012, adverte perito

Web sites devem suportar IPv6 até 2012, adverte perito

Do original Web sites must support IPv6 by 2012, expert warns. By Carolyn Duffy Marsan, Network World. January 21, 2010 04:25 PM ET
Traduzido e adaptado por Ademar Felipe Fey em 29/01/2011.

O CEO da ARIN insta os desenvolvedores de conteúdo para adicionar o IPv6 em seus Web sites ou sofrer o risco de perder tráfego na sua rede.

As corporações e agências governamentais devem habilitar seus Web sites de acesso público para o IPv6, nos próximos 24 meses, ou o correr o risco de ocorrer um crescente número de visitantes com conectividade de qualidade inferior.

“O prazo final para os Web sites externos suportarem o  IPv6 é 01 de janeiro de 2012”, alertou John Curran, presidente e CEO da American Registry for Internet Numbers, que distribui os blocos de endereços IP para os ISPs norte-americanos e outros operadores de rede. “Quando chegarmos ao final de 2011, vamos ter um monte de gente se conectando via o IPv6 e não será bom para os fornecedores de conteúdos que não suportarem o IPv6.”

O IPv6 é a atualização tão aguardada para o protocolo de comunicação principal da Internet, que é chamado de IPv4.

O IPv4 utiliza endereços de 32 bits e pode suportar cerca de 4 bilhões de endereços IP. Os órgãos de Registros Regionais da Internet, incluindo a ARIN, anunciaram terça-feira que mais de 90% dos endereços IPv4 já foram atribuídos.

O IPv6 foi projetado para resolver o problema do esgotamento de endereços IPv4. Ele usa um esquema de endereçamento de 128 bits e pode suportar muitos bilhões de endereços IP, cujo o número é grande demais para a maioria dos não-técnicos entender. (o IPv6 suporta 2 elevado à potência 128 de endereços IP).

Curran está incitando os operadores de Web sites  a implementarem o IPv6, após a revelação desta semana que menos de 10% dos endereços IPv4 estão disponíveis.

Os especialistas da indústria prevêem que o resto da oferta de endereços IPv4 vai acabar em 2012.

“Estamos no final dos 10% do copo”, diz Curran. “A maioria das pessoas entende que quando se está abaixo de 10% de alguma coisa, o recurso está se esgotando rapidamente. Nós estamos lá agora.”

Quando o IPv4 acabar, as operadoras irão fornecer os endereços IPv6 para os seus novos clientes. Os usuários IPv6 são susceptíveis de favorecer a ativação do conteúdo IPv6, ao invés de ter que atravessar um gateway para acessar um conteúdo IPv4 de menor desempenho.

“A menos que você esteja disposto a ter o caminho entre você e um de seus clientes passando por um gateway de terceiros, que não você não conhece e que você não tem controle,  você desejará adicionar o IPv6 no seu site”, Curran diz. “Então, quando os clientes tentam acessar o seu site, você tem um caminho em linha reta com o IPv6 e com o IPv4.”

Curran diz que é mais importante para os CIOs dos EUA habilitarem o IPv6 de seus Web sites do que eles o suportarem o IPv6 em suas redes internas.

“A coisa mais importante para as empresas é fazer com que o conteúdo na Internet tenha a conectividade do IPv6 ativada, além do IPv4. Esta é a principal prioridade”, disse Curran. “Mudar a sua rede interna para suportar o IPv6 é realmente baseado em quando você vê os benefícios de se fazer essa transição, e isto irá variar conforme a empresa. Mas o seu Web site externo, voltado ao atendimento do público, afeta muitas outras organizações.”

Somente um punhado dos mais populares Web sites dos EUA suporta o IPv6, incluindo aqueles operados pelo Google, Netflix, Limelight e Comcast.

O uso do IPv6 cresceu significativamente em 2009, embora ele ainda represente uma pequena fatia do tráfego da Internet em geral. Muitas companhias, incluindo a Hurricane Electric e a NTT America informaram que o tráfego IPv6 em suas redes duplicou em 2009.

Disponível em: http://www.networkworld.com/news/2010/012110-ipv6-warning.html

Acesso em: 28/01/2011

Traduzido e adaptado por Ademar Felipe Fey em 29/01/2011.

Sobre ademarfey

Professor de TI aposentado. Escritor na área de Redes de Computadores e Telecomunicações. Também pesquisa a Imigração Alemã no Brasil desde 2017.
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