Porque a computação em nuvem é tão difícil de entender?

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Porque a computação em nuvem é tão difícil de entender?

Do original “Why is cloud computing so hard to understand?”. By Andy Mulholland, Jon Pyke and Peter Fingar, Authors. SearchCloudComputing.com.

Traduzido e adaptado por Ademar Felipe Fey em 18/03/2011.

O que segue é um excerto do capítulo 2 do livro “Enterprise Cloud Computing: A Strategy Guide for Business and Technology Leaders” by Andy Mulholland, Jon Pyke and Peter Fingar.

Porque é que a computação em nuvem é tão difícil de entender? Seria uma questão igualmente justa de perguntar por que hoje a Tecnologia da Informação é tão difícil de entender. A resposta seria porque abrange toda a gama de requisitos de negócios, desde sistemas corporativos de back-office até várias maneiras que tais sistemas podem ser implementados. A computação em nuvem cobre uma quantidade igual de tecnologia e, igualmente importante, requisitos de negócios. Assim, várias definições são aceitáveis e se inserem no tema geral.

“As empresas estão cada vez mais se tornando como a tecnologia [de nuvens] em si: mais adaptáveis, mais interligadas e mais especializadas.”. Peter Fingar.

Mas por que usar o termo “cloud computing”? Origina-se do trabalho de desenvolvimento de fácil utilização pelos consumidores de TI (Web 2.0) e suas diferenças das atuais difíceis utilizações dos sistemas corporativos de TI.

Um site da Web 2.0 permite que seus usuários possam interagir com outros usuários ou alterar o conteúdo, em contraste com os sites da Web não-interativos 1.0, onde os usuários estão limitados à visão passiva de informações.

Embora o termo Web 2.0 proponha uma nova versão da World Wide Web, ele não se refere a novas tecnologias, mas sim de mudanças cumulativas nos desenvolvedores de software e nas formas finais de como usam a web.

O inventor do World Wide Web, Tim Berners-Lee esclarece: “Eu acho que a Web 2.0 é, naturalmente, um jargão, ninguém ainda sabe o que significa. Se a Web 2.0 para você é blogs e wikis, então isto significa algo como de ´pessoa para pessoa´. Mas isso foi o que se suponha que a Web era o tempo todo. A Web foi projetada para ser um espaço colaborativo onde as pessoas podem interagir.”

Em suma, a Web 2.0 não é uma tecnologia nova, é um padrão de uso emergente. Idem para a computação em nuvem, é um padrão de uso emergente que se baseia nas formas existentes de recursos de TI. Estendendo a definição de Berners-Lee sobre a Web 2.0, o livro “Dot Cloud: A 21st Century Business Platform”, ajuda a esclarecer que a tecnologia da cloud computing não é nova: “A nuvem é a ‘Internet real” ou o que a Internet realmente pretendia ser em primeiro lugar, um computador sem fim, feito de redes de redes de computadores. ”

“Para os geeks”, continua, “a cloud computing tem sido usada para significar computação em grade, computação utilitária, software como um serviço, virtualização, aplicações baseadas na Internet, computação autonômica, computação peer-to-peer e de processamento remoto – e várias combinações desses termos. Para os não-geeks, a computação em nuvem é simplesmente uma plataforma onde os indivíduos e empresas usam a Internet para acessar software, hardware e recursos intermináveis de dados, para a maioria das suas necessidades de computação e para as interações de pessoas para pessoas, deixando a bagunça para fornecedores de terceira -parte.”

Nascimento da Cloud computing no novo mundo

Novamente, a computação em nuvem não é uma tecnologia nova, é um modelo de entrega de serviço recém-evoluído. O ponto chave é que a computação em nuvem incide sobre os usuários finais e suas habilidades para fazer o que eles querem fazer, isoladamente ou em comunidades, sem a necessidade de suporte especializado de TI. A camada de tecnologia é captada, ou oculta, e é simplesmente representada por um desenho de uma “nuvem”. Este mesmo princípio foi usado no passado para certas tecnologias, como a própria Internet. Ao mesmo tempo, como os tecnólogos da Web 2.0 foram aperfeiçoando sua estratégia para a colaboração centrada nas pessoas, interações, uso de pesquisa e assim por diante, os tecnólogos da TI tradicional estavam trabalhando para melhorar a flexibilidade e a facilidade de utilização dos recursos de TI existentes.

Este foi o caminho que levou a virtualização, a habilidade de compartilhar recursos computacionais e reduzir as barreiras de custos e despesas gerais de administração do sistema. A flexibilidade de recursos computacionais era, na verdade, exatamente o que era necessário para suportar o ambiente de Web 2.0. Considerando que foi amplamente baseado em um número conhecido e limitado de usuários que trabalham em um número conhecido e limitado de aplicações, a Web 2.0 baseia-se em qualquer número de usuários para implementar qualquer número de serviços, como e quando necessário em um modelo de demanda totalmente aleatório e dinâmico.

A tendência para a melhoria da relação custo e flexibilidade de uso corrente de recursos de TI usando a virtualização pode ser dito ser uma parte da computação em nuvem, tanto quanto como passar para aplicativos baseados na Web fornecidos como serviços de um provedor online especialista. Assim, é útil definir a computação em nuvem, em termos de padrões de uso ou “casos de uso” para a redução de custos internos ou colaboração humana externa, mais do que definir os aspectos técnicos. Existem diferenças na ênfase regional sobre o que está impulsionando a adoção da cloud computing. O mercado norte-americano é mais fortemente focado em uma nova onda de upgrades de sistema de TI, o mercado europeu é mais focado na entrega de novos mercados e serviços e o mercado asiático é mais focado na capacidade de saltar de antigos sistemas de TI centralizados localmente e ir direto para centros de serviço remoto.

Como o deslocamento da nuvem afeta as atividades de front-office

Há uma verdadeira mudança nos requisitos de negócios que está conduzindo a “utilização” como uma questão de definição. A TI tem feito seu trabalho de automatizar processos de negócios do escritório de apoio e melhorar a eficiência da empresa muito bem, tão bem que os estudos mostram que a percentagem de tempo que é gasto por um funcionário de escritório em processos diminuiu de forma constante. Dito de outra forma, os elementos das operações de rotina foram identificados e otimizados. Mas agora sãos as atividades do front-office ao interagir com clientes, fornecedores e parceiros comerciais que compõem a maioria do trabalho.

A TI tradicional tem feito pouco para resolver esta questão, pois as suas principais tecnologias do núcleo e metodologias fortemente acopladas, aplicações centradas em dados simplesmente não são adequadas para a flexibilidade orientada para o usuário que é necessária no escritório da linha de frente. A mudança de tecnologia necessária pode ser resumida como de uma “oferta empurrada” para “puxada pela demanda” de dados, informações e serviços.

“A computação em nuvem é simplesmente uma plataforma onde os indivíduos e empresas usam a Internet para acessar software, hardware e recursos intermináveis de dados para a maioria das suas necessidades de computação.” Peter Fingar.

Os requisitos de negócios são cada vez mais focados no front-office em torno de melhorar as receitas, margens, quota de mercado e atendimento ao cliente. Para atender a esses requisitos, uma mudança nas tecnologias de núcleo é necessária, a fim de proporcionar diversidade ao redor da borda do negócio onde a diferenciação e valor da receita real são criados. Os recursos da Web 2.0 centrados no usuário são vistos como uma parte significativa da resposta.

O modelo de tecnologia de combinações flexíveis de “serviços”, em vez de aplicações monolíticas, combinado com uma orquestração dirigida ao usuário desses serviços, suporta essa mudança da ênfase no escritório de vendas ou de atendimento a clientes (front Office) no uso da tecnologia nos negócios. Não é apenas um encontro da tecnologia e das exigências, é também um jogo do lado da oferta. Estas novas exigências da Web 2.0 entregues através da nuvem oferecem rápidas, mesmo instantâneas, implementações sem custo de capital ou do tempo de provisionamento.

Isto contrasta com o orçamento anual e os modelos de recuperação de custos do back- office (NT.: escritório de apoio administrativo) da TI tradicional. De fato, muitos serviços baseados em nuvem do front-office só podem ter uma vida de poucas semanas ou meses, pois a empresa precisa mudar continuamente para atender a natureza cada vez mais dinâmica dos mercados globais. Assim, o fornecimento de instantâneo provisionamento de recursos, na base pay-as-you-go (NT.: pague conforme seu uso), é um direcionador central na adoção da cloud computing. Este modelo de financiamento de imputação de custos diretos para o usuário empresarial está em contraste com a recuperação da tradicional sobrecarga do modelo de TI.

Enquanto a computação em nuvem pode reduzir o custo e a complexidade do provisionamento de capacidades computacionais, mas também pode ser usado para construir novos centros de serviços compartilhados que operam com maior eficácia “na ponta” do negócio, onde há dinheiro a ser feito. Os requisitos do Front Office focam nas pessoas, conhecimentos e colaboração em “qualquer uma-para-qualquer uma” combinações.

De acordo com o livro Dot Cloud, “Haverá muitas maneiras em que a nuvem vai mudar as empresas e a economia, a maioria delas difíceis de prever, mas um tema já está emergindo. Os negócios estão se tornando mais parecidos com a tecnologia em si:. Mais adaptáveis, mais entrelaçados e mais especializados. Estes desenvolvimentos podem não ser novos, mas o advento da computação em nuvem irá acelerá-los. ”

24 Jan 2011

Disponível em http://searchcloudcomputing.techtarget.com/feature/Why-is-cloud-computing-so-hard-to-understand?asrc=EM_EDA_13199906

Acesso em: 27/01/2011

Traduzido e adaptado por Ademar Felipe Fey em 18/03/2011

Sobre ademarfey

Professor de TI aposentado. Escritor na área de Redes de Computadores e Telecomunicações. Também pesquisa a Imigração Alemã no Brasil desde 2017.
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