Reflexões sobre o T1 (E1) – Parte 1

Reflexões sobre o T1 (E1) – Parte 1

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Do original T1 Reflections. By Wide Area Networking Alert By Jim Metzler and Steve Taylor, Network World. March 07, 2011 12:01 AM ET

Traduzido e adaptado por Ademar Felipe Fey em 31/03/2011.

Parte 1 – O T1 e sua utilidade

Por convenção, todos esses boletins são de “Jim e Steve”, mesmo que o observador mais atento, que conhece um de nós, ou nós dois, pode, geralmente, muito facilmente identificar quem realmente escreveu cada newsletter. No entanto, eu, Steve, facilmente me identifico como o autor destas próximas duas newsletters.

Como nossos leitores sabem há muito tempo, nós temos um sentimento forte (para não dizer coisa pior) que precisamos de um forte senso de onde viemos nesta indústria para ter qualquer sentimento de para onde estamos indo. E isso é especialmente verdadeiro para os últimos mais ou menos 30anos, quando o nosso mundo se transformou de uma corrida de dados sobre uma infra-estrutura de voz para uma voz que se encaixa nas fendas de uma infra-estrutura de dados.

Um dos principais – senão o principal – ponto de inflexão nessa transição veio com a disponibilidade nos EUA de serviços “T-1” para as empresas. (O E-1 foi – e ainda o é – o serviço equivalente em muitos outros países, Europa e Brasil, por exemplo). O “grande negócio”, sobre os serviços T-1 foi que as empresas eram capazes de comprar um circuito de dados ponto-a-ponto que transportava 1.544 Mpbs de dados (NT= 2 Mbps no E-1). E isso era uma GRANDE quantidade de dados no início e meados de 1980.

Mas talvez ainda mais do que o tamanho e a disponibilidade do serviço em si é o fato de que era uma tecnologia que permitia às empresas criar e otimizar as redes de voz e dados, de tal forma que eles não eram limitados pela oferta de serviços individuais na época. Em vez disso, eles podiam otimizar o uso desta banda como um tubo em tudo o que eles viam como uma “melhor” forma de encaixar.

Um exemplo do uso da época era a interligação do PABX da empresa. E para interligar sites corporativos sem pagar pelas chamadas, uma linha analógica “tie-line” poderia ser provisionada entre os dois sites.

Os equipamentos utilizados com estes serviços T-1 trouxeram duas grandes vantagens inovadoras. Primeiro, várias linhas T-1 poderiam ser utilizadas para que uma rede mesh (totalmente interligada) pudesse ser implementada, incluindo o reencaminhamento automático no caso de um link falhar. Em segundo lugar, as linhas analógicas entre os PBXs poderiam ser substituídas por circuitos digitais de linhas T-1 muito menos dispendiosos. Na verdade, o tempo típico para se pagar o equipamento, reduzindo as despesas mensais fixas recorrentes, era normalmente de três meses e quase nunca mais de seis meses.

Mas como uma empresa poderia tipicamente fazer essa transição? Esse é um tema para o próximo boletim.

Steve Taylor é o presidente da Distributed Networking Associates e editor chefe da Webtorials. Jim Metzler é o vice-presidente da Ashton, Metzler & Associates.

Disponível em: http://www.networkworld.com/newsletters/frame/2011/030711wan1.html
Acesso em: 13/03/2011

Traduzido e adaptado por Ademar Felipe Fey em 31/03/2011.

Sobre ademarfey

Professor de TI aposentado. Escritor na área de Redes de Computadores e Telecomunicações. Também pesquisa a Imigração Alemã no Brasil desde 2017.
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