Reflexões sobre o T1 (E1) – Parte 2

Confira nossos E-books e Cursos on-line completos!

Reflexões sobre o T1 (E1) – Parte 2

Do original T1 Reflections. By Wide Area Networking Alert By Jim Metzler and Steve Taylor, Network World. March 07, 2011 12:01 AM ET

Traduzido e adaptado por Ademar Felipe Fey em 02/04/2011.

Parte 2 – o T1, a história e os avanços tecnológicos

De onde nós paramos no último boletim, estávamos discutindo a afirmação de que a implementação de redes T-1(/E-1) poderia gerar a economia de dinheiro suficiente numa empresa para pagar o novo equipamento – e introduzir funcionalidades melhoradas de forma significativa – tipicamente em menos de seis meses. Na verdade, este foi o início de uma grande mudança para redes baseadas em equipamentos do cliente.

Várias empresas foram líderes neste mercado. A Timeplex e a Network Equipment Technologies (NET) eram normalmente consideradas a nata da época, nesse segmento. A Stratacom (posteriormente adquirida pela Cisco) oferecia uma única opção de redes de comutação de pacotes. E a NewBridge veio um pouco mais tarde e tornou o mercado uma commodity.

No entanto, a aplicação destas novas redes foi definitivamente não-trivial. E embora houvesse vários tipos de tipos de treinamentos, seminários, artigos e livros, o “road show” era um gênero só para ela em termos de educar o mercado de massa dos gerentes corporativos para as vantagens que poderiam obter ao se tornar uma BYOB ((Be Your Own Bell – Seja sua própria Bell, ou seja, sua própria operadora). E o road show era (e ainda é) um importante meio de comunicação de “marketing educacional”.

Afinal, se você aprendeu sobre todas as grandes características de uma determinada empresa, então você teve, naturalmente, uma afinidade especial por essa empresa.

Foram nessas apresentações que as pessoas realmente aprenderam sobre a qualidade de voz a uma taxa de bits menor do que o padrão PCM de 64kbps. Questões como a diferença entre SF e ESF foram explicadas (NT= SF é SuperFrame e ESF é SuperFrame Extendido; formato de quadros ou frames de sinais digitais). As questões de gestão foram discutidas, e nós realmente estudamos profundamente o formato do frame do TDM, mostrando como uma empresa pode obter o máximo de, literalmente, cada bit por segundo.

E enquanto o “road show” estava longe de um “show de medicina”, havia também um componente de exibicionismo.

Em setembro passado, perdemos um dos maiores líderes deste gênero, Alan Spiegleman. Como um “evangelista do T1” para a Timeplex, ele provavelmente ensinou às pessoas mais sobre redes T-1 e economizou dinheiro para a América corporativa mais do que qualquer outra pessoa na história da nossa indústria. Ele nos trouxe a terminologia técnica que todos nós “roubamos” dele (e ele permitia), como o “link de dados de poliéster”, também conhecido como “circuito de duas latas interligadas por uma corda”.

A tecnologia mudou, assim como o Al. Tivemos conversas em profundidade para compartilhar onde a indústria estava – ou deveria estar – e para onde iria. Ele foi um defensor da rede SMDS. Na realidade, (o SDMS) foi provavelmente melhor solução técnica do que o frame relay. Mas ela não ganhou a guerra de marketing. E eu lembro claramente nossas discussões sobre a voz sobre Frame Relay. Ele me disse que nunca seria um sucesso até que a rede corporativa pudesse oferecer serviços de voz por menos de cinco centavos de dólar por minuto. Bem, o VoIP superou nossas antigas previsões.

Assim, embora a última parte desta coluna pudesse parecer ser sobre a vida de Al, isto não é o ponto real. É sobre a história e de como devemos aprender com ela. Não existe uma última e decisiva rede ou uma última e decisiva tecnologia de rede. Cada uma tem seu próprio lugar no contínuo desenvolvimento da tecnologia.

Lembre-se que nada é realmente “novo”. E a próxima geração de profissionais de redes de computadores vai fazer muito bem em estudar o básico e fazer com que eles entendam os blocos de construção em que a tecnologia de ponta, ou a “bola da vez”, é construída. E não se esqueça de seus mentores. Nenhum de nós nasce “inteligente”.

Steve Taylor é o presidente da Distributed Networking Associates e editor chefe da Webtorials. Jim Metzler é o vice-presidente da Ashton, Metzler & Associates.

Disponível em:  http://www.networkworld.com/newsletters/frame/2011/030711wan2.html

Acesso em: 13/03/2011

Traduzido e adaptado por Ademar Felipe Fey em 02/04/2011.

Confira nossos E-books e Cursos on-line completos!

Sobre ademarfey

Professor de TI aposentado. Escritor na área de Redes de Computadores e Telecomunicações. Também pesquisa a Imigração Alemã no Brasil desde 2017.
Esse post foi publicado em Sem categoria. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s