Uma breve história das redes WAN empresariais – Parte I

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Uma breve história das redes WAN empresariais – Parte I

Como pouco mudou nos últimos 15 anos

Do original A Brief History of the Enterprise WAN By Andy Gottlieb on Fri, 04/06/12 – 10:27am.

Traduzido e adaptado por Ademar Felipe Fey em 01/05/2012.

Antes de aprofundar muito mais nos detalhes da arquitetura corporativa de última geração da WAN eu acho que vai ser instrutivo olhar primeiro para a história da WAN empresarial.

Alguns argumentam que as redes X.25 – A primeira “nuvem” de serviços de uso generalizado – que eram populares nos anos 1970 e 1980 para acesso remoto de terminal ao mainframe são os primórdios da WAN empresarial, mas vou ficar com a “moderna” era que começou com o surgimento dos computadores pessoais conectados via redes locais na década de 1980.

Naquela época, se você quisesse conectar LANs que não estavam no mesmo local, você usava linhas alugadas ponto-a-ponto. Estas eram tipicamente conexões DS0 (56 Kbps!), e, em seguida, as mais caras conexões T1/E1 T3/E3 ou, e dada a sua despesa significativa, linhas T1 fracionária ou T3 também. As ligações eram feitas primeiramente usando pontes remotas em cada extremidade, e mais tarde, com dispositivos chamados de roteadores, popularizado por esta empresa que você pode ter pouco ouvido falar chamada Cisco…

No início da década de 1990, O serviço Frame Relay foi introduzido. Embora usasse as mesmas conexões DS0 fracionárias ou banda cheia T1/E1 e T3/E3, conectando-se a uma “nuvem” de um provedor de serviço, não era mais necessário adquirir e gerenciar links individuais entre cada um dos locais que você queria ligar . O Serviço de Frame Relay oferecia custos mensais de WAN muito mais baixos, muito menos conexões físicas para administrar, permitia a banda cara do acesso de última milha ser compartilhada (e, portanto, utilizada de forma mais eficiente) através de múltiplas conexões remotas, e exigia um hardware de roteador menos caro do que a alternativa ponto a ponto. Esta história predominantemente econômica – tanto o OPEX como o CAPEX – causou uma revolução na WAN corporativa e contribuíram para seu rápido crescimento. Depois de 5 anos de sua introdução, até mesmo as empresas mais conservadoras, como os bancos haviam migrado para Frame Relay. Foi a mais rápida absorção de qualquer serviço WAN na história – incluindo a Internet pública.

Aqueles que se lembram de sua história sabe que os serviços ATM foram introduzidas na década de 1990, mas eles nunca conseguiram qualquer significativa quota de mercado de WAN corporativa.

O Multiprotocol Label Switching (MPLS) é o sucessor do Frame Relay. Não obstante a palavra “multiprotocolo” na descrição, ele foi projetado como uma solução baseada em IP para as operadorasde telecomunicações convergir voz, vídeo e dados na mesma rede. A captação de MPLS começou em meados da década de 2000, e atualmente, embora o serviço Frame Relay continua a estar disponível, a clara maioria das empresas têm migrado suas WANs para MPLS nos últimos anos. As operadoras têm, em geral, preços MPLS ligeiramente inferior ao Frame Relay, com base num preço/bit, e deixou claro aos seus clientes que o serviço Frame Relay está para ser eliminado em favor do serviço MPLS.

Enquanto o protocolo Frame Relay é orientado a conexão, protocolo de comutação de circuitos, o MPLS é um protocolo sem conexão, a partir do ponto de vista da empresa, as diferenças técnicas não são substanciais. A principal exceção foi para o VoIP, onde a natureza da conexão MPLS permite a conectividade para qualquer site útil para reduzir a latência em chamadas de voz ao vivo, e onde o MPLS tem uma vantagem prática no fornecimento de QoS.

A Internet, é claro, tem uma história de muito mais tempo, mas começou a “acontecer” para as empresas após o lançamento em 1994 do navegador Netscape Navigator. As empresas compravam conexões T1 e depois T3 do Internet Service Providers (ISPs) para obter conectividade.

As VPNs IPSec, introduzidas em meados dos anos 1990 e popularizadas no final dos anos 90, monta conexões site to site seguras através da Internet. Mas, apesar das vantagens de preços das conexões de Internet, e apesar do fato de que a Internet nos últimos 15 anos revolucionou quase tudo que se relaciona à TI, muito poucas grandes empresas hoje usam a Internet pública para sua conectividade intranet site to site. Claro, hoje quase todas as empresas usam-na para acesso remoto móvel e para acesso individual da casa do funcionário, o que foi acelerado com a introdução de VPNs SSL – e muitos usam isso para backup de conectividade para quando o link MPLS primário falhar.

Continua no próximo mês com a parte II.

Disponível em: http://www.networkworld.com/community/blog/brief-history-enterprise-wan?source=NWWNLE_nlt_wan_2012-04-10.  Acesso em: 11/04/2012

Traduzido e adaptado por Ademar Felipe Fey em 01/05/2012.

Sobre ademarfey

Professor de TI aposentado. Escritor na área de Redes de Computadores e Telecomunicações. Também pesquisa a Imigração Alemã no Brasil desde 2017.
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