Uma Breve História das redes WAN empresariais – Parte II

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Uma Breve História das redes WAN empresariais – Parte II

Como pouco mudou nos últimos 15 anos

Do original A Brief History of the Enterprise WAN By Andy Gottlieb on Fri, 04/06/12 – 10:27am.

Traduzido e adaptado por Ademar Felipe Fey em 01/05/2012.

Nota do tradutor: Na primeira parte o autor falou do histórico das redes WAN, passando pelo X.25, ATM, MPLS, até a Internet. Seguimos abaixo relatando o histórico das redes WAN corporativas ou empresariais.

Como observado na minha última coluna, O MPLS hoje continua a ser muito caro em comparação com conexôes à Internet pública, mais ou menos de 20 a 100 vezes o preço/bit. Nas próximas colunas, vamos discutir em mais detalhes porque isto é assim e porque é provável que se mantenha deesta forma. O Frame Relay, que era o líder de preço/performance quando introduzido no início dos anos 1990, mal diminuiu o preço entre, aproximadamente, de 1998 a 2003, e ambos, Frame Relay e MPLS, caíram cerca de 15% a 20% por Mbps por mês, a cada ano nestes últimos anos, mas isto não chega perto das reduções de cerca de 40% anuais no preço da internet banda larga. Quando os orçamentos de TI foram se expandindo rapidamente, mais de uma década atrás, a despesa anual adicional era administrável, se ele fosse usado para ajudar o serviço WAN acompanhar o tráfego de dados, que tem continuamente seguido a Lei de Moore e crescido 40% ou mais a cada ano. Com muitas lisonjas para os orçamentos de TI nos últimos anos, porém, este tem sido um problema, e bandas estreitas de WAN são freqüentes gargalos para o desempenho do aplicativo de rede.
Parte II

O alto custo da largura de banda relativamente baixa e disponível com o Frame Relay e o MPLS, na maioria dos locais, são apenas algumas das razões pelas quais a tecnologia de otimização da WAN tornou-se popular na década de 2000 (embora certamente não é a única razão, ou mesmo por mais tempo a principal razão, pela ampla utilização da Opt WAN nos dias de hoje).

As conexões de banda larga à Internet – ADSL e cable modem – vieram no início da década de 1990, para permitir o acesso quase universal à Internet de alta velocidade, a um custo muito menor do que baseado no acesso T1. Como resultado dos aumentos contínuos na largura de banda disponível com estas tecnologias, e mais recentemente com a 4G/LTE também, a maioria dos usuários domésticos e muitos usuários móveis têm maior velocidade de acesso à Internet em suas casas que os trabalhadores em sites menores, na grande maioria das empresas.

As empresas, especialmente as grandes, normalmente não implantam essas conexões de banda larga em seus próprios locais em primeiro lugar, embora ao longo dos últimos anos muitos agora usam-nas em escritórios de filiais para o acesso local à Internet ou para as conexões de backup para as citadas VPN.

Apesar desta muito grande, e crescente, vantagem do preço/bit, as empresas ficaram com o Frame Relay em primeiro lugar e agora com o MPLS, porque a Internet por si só não é confiável o suficiente. Por confiabilidade, não me refiro simplesmente a disponibilidade de conexão, mas especificamente a previsibilidade de desempenho.

Na Internet, não existe um único prestador de serviços garantindo o  desempenho fim a fim. Você não pode obter um SLA fim a fim através da Internet pública. O modelo de negócio de pontos de interconexão – os lugares onde a rede de redes, que é a Internet, conecta os ISPs diferentes entre si – se opõe especificamente a capacidade de entregar de qualquer SLA. Você simplesmente não pode obter um QoS significativo sobre uma única conexão de Internet, tanto por causa do uso genérico dos pontos de interconexão, como pela dificuldade de fazer a contabilidade ou o faturamento do serviço, mesmo se houvesse prestadores de serviços que queiram tentar.

E o mesmo acima aplica-se quando a última milha é uma conexão TDM como T1 ou T3. Com ligações de banda larga de baixo custo, há os problemas adicionais de falta de largura de banda suficiente sobre o ADSL, o menor MTBF e também o MTTR muito elevados associados com conexões de banda larga que foram otimizados para o mercado de massa para residências e pequenas e m´dias emoresas (PMEs), ao invés de grandes empresas.

E assim, este é o estado atual da WAN empresarial: Frame Relay caro, mas confiável, conexões MPLS com relativamente pouca largura de banda nos sites remotos, muitas vezes com conexões backup de VPN IPSec e, frequentemente, com Otimização de WAN para ajudar a retirar mais capacidade de desempenho das conexões caras e lentas, juntamente com as baratas, e ficando cada vez mais baratas, mas ainda “não confiáveis”, conexões Internet em centros de dados e sites maiores, tanto para acesso à Internet genérica como para conectividade de usuários remoto.

Com o desafio de computação em nuvem privada e pública voltado para os gerentes corporativos de WAN, combinado com o contínuo crescimento inexorável em tamanhos de arquivo e as exigências de novas aplicações, a situação está madura para uma nova arquitetura revolucionar a WAN empresarial, como ocorreu com o Frame Relay mais de 15 anos atrás.

Um dos principais especialistas em switching e routing WAN/LAN, Andy fundou a Talari Networks, pioneira na tecnologia de virtualização WAN, e trabalhou como seu primeiro CEO. Andy é o autor de um próximo livro sobre a próxima geração WANs empresarial.

Disponível em: http://www.networkworld.com/community/blog/brief-history-enterprise-wan?source=NWWNLE_nlt_wan_2012-04-10. Acesso em: 11/04/2012.

Traduzido e adaptado por Ademar Felipe Fey em 18/05/2012.

Sobre ademarfey

Professor de TI aposentado. Escritor na área de Redes de Computadores e Telecomunicações. Também pesquisa a Imigração Alemã no Brasil desde 2017.
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