Pensando o Futuro (com o IPv6)

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Enquanto temos ainda uma grande parte do pessoal responsável pela TI das empresas, com dúvidas se devem disponibilizar o IPv6 em suas redes, temos outras pessoas que pensam lá na frente.

O IETF criou recentemente um grupo de trabalho que busca a padronização das Redes Domésticas e tudo que delas provêem.

Veja por exemplo o que encontramos atualmente:

Aparelhos domésticos que são verdadeiras centrais de processamento, só para citarmos um deles, o televisor dito “Smart”, que não só nos permite assistir programas televisivos, mas também grava, reproduz e, não estranhem se ainda não o fazem, pois brevemente irão fazer, ligações telefônicas automaticamente ao comando da nossa voz.

Máquinas de lavar roupas, refrigeradores, aparelhos de ar condicionado e tantos outros dispositivos domésticos que podem, ou em breve poderão, serem comandados à distância.

Acessaremos a nossa rede doméstica, remotamente, e daremos um comando para acionar o condicionamento do ambiente, controlando a temperatura e a umidade conforme nossa preferência.

Acessaremos nossa rede doméstica e comandaremos a gravação de algum programa, que de última hora descobrimos está sendo divulgado, e assim por diante. Pense no que poderíamos fazer com os aparelhos domésticos com um simples clicar do mouse, remotamente.

Muito bem. Imagine quantos modelos de equipamentos e fabricantes diferentes temos atualmente. Agora pense que cada um deles disponibiliza em seus equipamentos; interfaces e protocolos que são uma “caixa preta”, onde somente o próprio fabricante conhece e domina! Como interligá-los em uma rede doméstica?

O que pensamos ser uma comunidade interativa vira uma Babel sem dono. Então é pensando nisto que o IETF, ao criar um Grupo de Trabalho sobre Rede Doméstica, busca solucionar criando a padronização. E ai meus amigos é que o IPv6 cai como uma luva nesta mão cheia de dedos.

Então, não é hora de discutirmos se o IPv6 deve ou não fazer parte de nosso dia a dia, ou fazemos parte deste mundo, que não parou no tempo, ou nós mesmos já podemos nos considerar “coisa do passado”.

Não há como “achar” endereços IPv4 para tantos equipamentos que estão esperando para fazerem parte da nossa rede doméstica, somente o IPv6 nos permitirá aquelas facilidades que nossa imaginação criará.

Certo dia destes li um artigo que dizia que na velocidade em que o desenvolvimento da engenharia de processamento anda, o limite é a nossa imaginação. Pense nisto e siga caminhando para frente.

Abraço,

Raul Gauer

Técnico em Telecomunicações
Ex Professor de Escola Técnica em Telecomunicações
Tutor dos cursos de Configuração de Roteadores/Switches e sobre IPv6

Sobre ademarfey

Professor de TI aposentado. Escritor na área de Redes de Computadores e Telecomunicações. Também pesquisa a Imigração Alemã no Brasil desde 2017.
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