Uma Retrospectiva da TI 25 anos atrás. Parte 5 (Os próximos 25 anos)

Uma Retrospectiva da TI 25 anos atrás. Parte 5 (Os Próximos 25 Anos)

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Do original A Retrospective: Twenty-Five Years Ago. Artigo de Geoff Huston da APNIC. The Internet Protocol Journal, Volume 15, No. 1, March 2012.

Traduzido por Raul Ricardo Gauer. Editado por Ademar Felipe Fey.

 Os próximos vinte e cinco anos

Em se perguntando sobre os próximos 25 anos, pode ser interessante olhar para trás, cada vez mais, para os anos de 1960, e ver o que, se é que foi alguma coisa, provou ser duradoura, a partir da perspectiva dos últimos 50 anos. Curiosamente, parece que muito pouco daquele tempo, exceto para a persistência irritante do Fortran (linguagem de programação), e do teclado ASCII como o dispositivo de entrada onipresente, ainda faz parte do ambiente de rede de hoje. Então, durante um período de 50 anos muita coisa mudou em nosso ambiente.

Mas, curiosamente, quando olhamos os últimos 25 anos vemos que muito tem sobrevivido na computação e ambiente de rede. Um computador Macintosh do final dos anos 1980 parece estranhamente familiar, e embora os sistemas de hoje sejam mais rápidos, mais leves, e muito menos desajeitados, realmente muito pouco mudou em termos de interface básica com o usuário. Um Macintosh, que naquele tempo poderia ser conectado a uma rede Ethernet e que suportava TCP / IP, suspeito que se fosse para ressuscitar um sistema Mac a partir de 1988 carregado com MacTCP e conectá-lo à Internet hoje seria frustrante, dolorosamente lento, mas eu gostaria de pensar que ele ainda iria funcionar! E as aplicações que rodavam naquele dispositivo ainda hoje contém partes que continuam a usar os mesmos mecanismos de interação com o usuário.

Então, se muito do mundo de hoje era visível há 25 anos, então onde estão os aspectos da mudança? Estamos apenas tocando os detalhes de ponta fina de uma coleção de tecnologias muito bem estabelecidas? Ou existem algumas mudanças básicas e bastante fundamentais em curso no nosso meio ambiente?

Parece-me que a maior mudança é tipificada nos Tablets de hoje e computadores de telefonia móvel, e nesses dispositivos é evidente que as metáforas da computação e interação com os aplicativos estão mudando. A promessa de 1968, no filme 2001: Uma Odisséia no Espaço de um computador que era capaz de conversar com os humanos está agora, finalmente, ao alcance da computação de commodities e produtos de consumo. Mas é mais do que simplesmente a novidade de um computador que pode “falar”. A busca constante para dispositivos de computação que são menores e mais onipresentes significa agora que o velho paradigma de um computador como uma máquina de escrever “inteligente”, está, em última análise, desaparecendo. Hoje estamos vendo os modos de interação que utilizam gestos e voz, de modo que o formato de um computador pode se tornar menor, no entanto continuam a suportar uma forma funcional e eficiente de interação com o usuário humano.

Também é evidente que o pêndulo de distribuição e centralização da capacidade de computação está pendendo para trás, e a ascensão da Nuvem (Cloud Computing) com a sua coleção de atendimento dos centros de dados e redes de distribuição de conteúdo, e a redução simultânea do dispositivo final voltando a ser um simples “terminal” que permite ao usuário interagir com vistas a um maior armazenamento de dados gerenciado centralmente e realizado nesta nuvem, parece estar de volta na moda mais uma vez.

É uma questão em aberto se esses aspectos do ambiente de hoje serão um tema forte e persistente para os próximos 25 anos, ou se veremos outros aspectos de nosso meio ambiente aproveitar o impulso da indústria, por isso eles são como um par de suposições pessoais. A Lei de Moore provou ser verdadeiramente prodigiosa ao longo dos últimos 50 anos. Permitiu-nos empacotar o que era uma capacidade de computação verdadeiramente inacreditável e armazenamento em pacotes incrivelmente pequenos e depois lançá-los para o mercado consumidor com preços a cada ano consistentemente mais baixos do que no ano anterior.

Se essa propriedade de colocar números cada vez maiores de transistores em chips de silício continuar nos próximos 25 anos no mesmo ritmo, então é provável que aconteça o que acontecer nos próximos 25 anos, a única limitação pode muito bem ser a nossa imaginação, em vez de quaisquer limitações intrínsecas da tecnologia em si.

Sobre o autor: Geoff Huston é um cientista do APNIC. Ele tem estado ligado e envolvido com o desenvolvimento da Internet, particularmente na Austrália. É autor de numerosos livros sobre a Internet e é membro do Internet Architecture Board (IAB) desde 1999.

Disponível em: http://www.cisco.com/web/about/ac123/ac147/archived_issues/ipj_15-1/151_25-years-ago.html

Acesso em: 13/08/2012

Traduzido por Raul Ricardo Gauer. Editado por Ademar Felipe Fey.

Sobre ademarfey

Professor de TI aposentado. Escritor na área de Redes de Computadores e Telecomunicações. Também pesquisa a Imigração Alemã no Brasil desde 2017.
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