IPv6 e a Internet das Coisas

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IPv6 e a Internet das Coisas

Do original IPv6 and the Internet of Things. By Nick Hardiman. January 14, 2013, 7:00 AM PST

Traduzido e adaptado por Ademar Felipe Fey em 21/01/2013

Leve em conta: Nick Hardiman explica por que a mudança para o IPv6 permitirá viabilizar ainda mais o mundo de dispositivos conectados.

A Internet das coisas significa a continuidade do crescimento e desenvolvimento de uma Internet aberta e global. A ferramenta que vai tornar isso possível é o IPv6, e organizações desde o IEEE até o ISOC foram incentivando a migração para esse protocolo (por exemplo, o Dia Mundial do Lançamento do IPv6 ocorreu em 06 de junho de 2012). Mas para o que isso é bom? É apenas sobre a substituição de endereços IPv4 como “213.138.103.126” para estranhos endereços IPv6 como “C8 2001:41: e 51:27 :: 10”?

Começar do nada para alguma coisa

O IPv4 foi a principal ferramenta utilizada para criar a Internet global. Foi uma história de sucesso da TI, de ir do nada a alguma coisa para todos. Não era perfeito, mas a história de sucesso da TI está cheia de exemplos de tomadas de decisão duvidosas. Usar duas portas para o FTP provavelmente parecia uma boa idéia na época. A subordinação dos endereços MAC Ethernet para seus fabricantes provavelmente não foi a decisão mais correta em termos de segurança. A URL realmente não precisa dos “:/ /” presos nele.

Indo do nada para algo

Como exemplo, tome o endereço IPv4. Parece algo como isto: 1.2.3.4. Esse formato do endereço IPv4 é chamado de notação de ponto decimal, e é um pouco maluca. É um sistema de codificação que transforma os 32 bits que uma máquina pode ler, em quatro octetos decimais para que os seres humanos possam ler. Não é realmente decimal, não é realmente binário, e certamente não é octal. Este sistema de ponto decimal ajudou pessoas de TI a se lembrarem de endereços IP, em um momento da história em TI depois que eles haviam concordado que dividindo-se o código em partes de oito bits era útil e, antes de terem percebido isso, a notação abreviada iria se consolidar e encontrar o seu caminho em cada casa e escritórios no mundo.

Indo do nada para algo melhor

Mudando da versão 4 para a versão 6 vai simplificar o mundo em rede. O simples fato de que o IPv6 tem um zilhão de endereços significa que as soluções utilizadas com o IPv4 podem ser removidas. O modelo da Internet simples, de enviar um pacote de um endereço para outro, foi quebrado com o NAT (Network Address Translation).

Com o IPv6, não há necessidade de endereços privativos. A maioria dos computadores corporativos tem endereços IP privados, então, para aproveitar ao máximo o IPv6 numa empresa vai exigir uma boa mudança nas práticas de trabalho.

O IPv6 também pode tornar algumas práticas atuais redundantes – a disputa por endereços IP, os conjuntos de endereços IPs dos ISPs e até mesmo o modelo cliente/ servidor pode desaparecer.

Devo mudar para IPv6 em 2013?

Para uma empresa, sim – bem, em parte. Para um usuário residencial, não.

Quando uma empresa renova sua tecnologia, faz sentido ter uma estratégia que insiste em novo kit que pode lidar com o IPv6. Faz sentido construir novos serviços IPv6 ao lado de novos serviços IPv4. Não há pressão para melhorar os serviços existentes para usar o IPv6.

Em casa, a maioria dos componentes necessários para se ter certeza do IPv6 substituir o IPv4 já estão no lugar. Os sistemas operacionais mais populares podem falar o IPv6. A maioria dos computadores domésticos entendem o IPv6, e assim fazem muitos roteadores domésticos. Muitos serviços Internet têm endereços IPv6. Infelizmente, muitas pessoas não podem alcançá-los porque o seu ISP só suporta o IPv4 – se um usuário residencial quiser antecipar o acesso ao um website só IPv6 ele pode estar sem sorte. Vai ser um pouco antes que o IPv6 se tornará o padrão em redes domésticas.

Posso enfrentar a mudança?

E há a curva de aprendizado que vem com toda nova tecnologia. Eu sei que eu deveria saber sobre o IPv6 e mudar meus servidores que utilizam apenas o IPv4, mas não estou animado com a perspectiva. Isto se parece como uma tarefa de baixa prioridade, que se mantém escorregando para o fundo da minha lista de coisas a fazer. Depois de muitos anos na indústria da Internet, eu me lembro de endereços IPv4 como eu me lembro de aniversários (os realmente importantes, mas eu preciso lembrar também dos demais). Eu não tenho jogado bastante endereços IPv6 na minha memória para qualquer coisa.

No entanto, vou aprender e eu vou mudar meus servidores. O IPv4 habilitou a Internet e o IPv6 permitirá que a Internet das Coisas aconteça. Se eu quiser um futuro em TI e Internet, eu preciso atualizar minhas habilidades. O IPv6 e a Internet das Coisas são o futuro.

Disponível em: http://www.techrepublic.com/blog/networking/ipv6-and-the-internet-of-things/6278?tag=nl.e124&s_cid=e124

Acesso em: 15/01/2013.

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Sobre ademarfey

Professor de TI aposentado. Escritor na área de Redes de Computadores e Telecomunicações. Também pesquisa a Imigração Alemã no Brasil desde 2017.
Esse post foi publicado em Certificação, IPV6. Bookmark o link permanente.

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