10 coisas que você talvez você não saiba sobre a Ethernet

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10 coisas que você talvez você não saiba sobre a Ethernet

Do original 10 things you may not know about Ethernet By Jim Duffy, Network World. May 20, 2013 06:02 AM ET

Traduzido e adaptado por Ademar Felipe Fey em 31/05/2013.

Ethernet: Implementações ‘DIX’ e IEEE 802.3 são diferentes versões

Network World – O valor da Ethernet para interconexão de redes e para a TI está bem estabelecido ao longo dos últimos 40 anos. Mas você sabia que “Ethernet” se refere a duas formas ligeiramente diferentes de envio de informações entre pontos finais em uma LAN? Isso e alguns outros fatos, talvez menos conhecidos sobre esta tecnologia de 40 anos de idade são revistos aqui:

• A Ethernet foi inspirada pela ALOHAnet, que foi desenvolvida na Universidade do Havaí para usar o equipamento de rádio comercial de baixo custo para conectar Oahu e as outras ilhas havaianas com um computador central de tempo compartilhado (time-sharing) do campus principal em Oahu. A ALOHAnet usou uma configuração barramento/estrela sobre mídia compartilhada, na qual cada cliente enviava dados aleatoriamente e um sistema de reconhecimento de retransmissão foi usado para lidar com colisões. Robert Metcalfe tinha estudado a ALOHAnet como parte de sua tese de doutorado e a técnica usada foi a base para o desenvolvimento precoce da Ethernet.

• A Ethernet foi nomeada como “éter luminoso” (luminiferous ether), uma teoria do século 19 na qual se acreditava que uma substância agia como meio de transmissão de ondas eletromagnéticas. A teoria foi eventualmente refutada pela, entre outros estudos, teoria da relatividade de Einstein. A teoria de Einstein assumiu que a velocidade da luz, ou de qualquer onda eletromagnética, é uma constante universal.

• No início de seu desenvolvimento, a Ethernet foi referida como o padrão “DIX”, sigla dos três parceiros de pesquisa “Digital / Intel / Xerox”. Essas empresas, que trabalharam na Ethernet em seus estágios iniciais no Xerox PARC, na Califórnia, em 1980, propuseram um padrão de transmissão de dados de 10 Mbps com endereços de origem e destino de 48 bits e um campo global Ethertype de 16 bits para identificar o quadro como pertencente a uma determinada família de protocolos.

• Ethernet, Token Ring e Token Bus estavam competindo para se tornar um padrão único de LAN no IEEE em 1980. Mas o IEEE dividiu o grupo 802 de padronização da LAN  em três subgrupos e cada proposta passou por procedimentos de verificação de normas em separado depois que um consenso não pode ser alcançado. O ritmo lento do processo de normatização ameaçou atrasar a introdução de produtos Ethernet. Assim, os defensores da Ethernet alistaram a  Siemens, o gigante alemão das telecomunicações, , para padronizar a Ethernet internacionalmente como uma técnica de comunicação de escritório. A Siemens levou a Ethernet para além do IEEE instituindo  o Grupo de Trabalho de “redes locais” dentro do ECMA TC24, um organismo Europeu de normalização. O ECMA TC24 e seus membros corporativos chegaram a um acordo sobre um padrão para o CSMA/CD com base no projeto IEEE 802 no início de 1982. O padrão IEEE 802.3 CSMA/CD, com base na proposta “DIX”, foi aprovado no final de 1982. O IEEE, em seguida, publicou a norma 802.3 como um projeto (draft) em 1983 e como um padrão em 1985.

• A Ethernet levou a Token Ring e Token Bus a se tornarem praticamente obsoletas devido à sua capacidade de se adaptar às flutuações do mercado e ao suporte barato e onipresente do cabeamento de par trançado. Produtos Ethernet menos caros em breve inundariam o mercado e a Ethernet tornou-se a tecnologia LAN dominante no final de 1980.

• A Digital Equipment Corp construiu uma rede corporativa de 10.000 nós com base em sua Unibus para adaptador Ethernet em 1986. Na época, era uma das maiores redes de computadores do mundo. A 3Com lançou seu primeiro transceiver Ethernet de 10Mbps em 1981, e uma placa de adaptador Ethernet para o IBM PC foi lançado em 1982. Em 1985, a 3Com vendeu 100 mil adaptadores Ethernet.

• A Ethernet sobre cabos de par trançado sem blindagem começou em meados dos anos 1980 a 1Mbps com a StarLAN. A AT&T desenvolveu a StarLAN, que usava uma topologia em estrela, em vez de um barramento usado para Ethernet de mídia compartilhada, para reutilizar a fiação de telefonia existente no local e manter a compatibilidade com os sinais de telefone analógico no mesmo feixe de cabos. A StarLAN e a Synoptics, rede em estrela de 10Mbps com fios da LattisNet, forneceram a base para o padrão Ethernet 10Base-T sobre o cabo de par trançado sem blindagem.

• Radia Perlman, inventora do protocolo Spanning Tree da Ethernet, escreveu um poema sobre seu trabalho logo após sua conclusão (mantido na sua versão original):

Algorhyme

 I think that I shall never see
a graph more lovely than a tree.
A tree whose crucial property
is loop-free connectivity.
A tree that must be sure to span
so packet can reach every LAN.
First, the root must be selected.
By ID, it is elected.
Least-cost paths from root are traced.
In the tree, these paths are placed.
A mesh is made by folks like me,
then bridges find a spanning tree.

                        Radia Perlman

 

• As definições dos padrões Ethernet “DIX” e IEEE 802.3 são ligeiramente diferentes. Eles têm diferentes terminologias e formatos de dados para os seus frames (quadros), mas fora isso são quase idênticos. O grupo IEEE 802.3 normalizou a operação de uma rede CSMA/CD que era funcionalmente equivalente ao DIX Ethernet. O formato de mensagem na versão DIX da Ethernet é hoje o mais utilizado, uma vez que é o único suportado pela Internet. Quando você ouvir o termo Ethernet, geralmente refere-se genericamente a ambos padrões da Ethernet “DIX” e IEEE 802.3.

Disponível em: http://www.networkworld.com/news/2013/052013-ethernet-side-269737.html
Acesso em: 20/05/2013

Traduzido e adaptado por Ademar Felipe Fey em 31/05/2013

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Sobre ademarfey

Professor de TI aposentado. Escritor na área de Redes de Computadores e Telecomunicações. Também pesquisa a Imigração Alemã no Brasil desde 2017.
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