O dilema do IPv6 – estamos cometendo o mesmo erro?

O dilema do IPv6 – estamos cometendo o mesmo erro?

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Do original The IPv6 dilemma – are we making the same mistake? Thursday 27 November 2014 12:30

Em 2012, o Registro Regional da Internet (RIR) para a Europa, ou RIPE NCC, afirmou que os cinco Registros de Internet cada um tinham apenas 16,8 milhões de endereços IPv4 restantes.

Desde então, a captação de IPv6 – embora não tão lentamente quanto as pessoas pensam – não está decolando à taxa necessária para sustentar o crescimento da internet.

O RIPE NCC, um dos Registros de Internet, tem mais de 11.000 membros e está entregando os endereços IP desde os anos 1990.

O registro começou comprando enormes blocos de endereços de rede dos EUA.

Originalmente, isto era tudo que se pensava ser necessário.

“Até o final dos anos 90, ou no meio da década de 90, tornou-se evidente que esta a coisa chamada internet estava funcionando muito bem”, diz Axel Pawlik, diretor-gerente do RIPE NCC.

Naquele momento foi quando os registros perceberam que haviam muito poucos endereços IPv4.

Foi decidido que a comunidade internet precisava encontrar uma forma de racionar os restantes blocos do endereços públicos na Internet, mas, no final da década de 1990 e início dos anos 2000, o desenvolvimento do IPv6 começou.

Baixa demanda pelo IPv6

“A indústria e fornecedores criaram algumas coisas novas, como conversores de endereço de rede, o que basicamente dividiu os endereços”, diz Pawlik.

“Esperávamos que o IPv6 fosse decolar rapidamente, em todos os provedores de serviços de internet (ISPs), em todo o mundo, e isso seria muito razoável”, afirma Pawlik. “Só que isso não chegou a acontecer”.

Nenhum cliente queria o IPv6 porque não havia diferença funcional notável entre o IPv4 e o IPv6 e por isso havia pouca demanda – mas atualmente cerca de dois terços dos membros do RIPE possuem o IPv6.

Houve também preocupações sobre se o IPv6 iria funcionar de forma eficiente como o IPv4.

“No final, todo mundo vai ter que se mudar para IPv6 e é isso que estamos vendo, a partir de cerca de 18 meses atrás”, diz Pawlik.

“A taxa de consumo de endereços IPv6 ainda deve ser razoável e nos manter com segurança por 50 anos daqui para o futuro”, dDiz Axel Pawlik

A era da internet das coisas

Mas a internet das coisas (IoT) está em constante crescimento e, como a perspectiva de uma sociedade conectada só cresce, a necessidade de uma internet escalável torna-se cada vez mais importante.

“Nós temos os nossos computadores, temos nossos gadgets e vamos ter muitos mais”, diz Pawlik.

“Isso significa que haverá muitos mais endereços necessários – não há nenhuma maneira que isso possa funcionar corretamente no IPv4”.

Pawlik explica que, como a internet e o número de dispositivos habilitados para a Internet das coisas cresce, a manutenção de sistemas antigos se torna mais complexa e cara.

Mas em vez de mudar do IPv4 para o IPv6, muitos estão rodando paralelamente em dois sistemas separados que são incompatíveis entre si, através de medidas temporárias para ajudá-los a se comunicar. Como não existe um órgão central na Internet, isso poderá continuar assim por algum tempo.

“A internet não é uma besta centralista – não é administrada centralmente”, afirma Pawlik.

“Temos que contar com os ISPs ou com as operadoras de telecomunicações que poderão introduzir gradualmente serviços IPv6”

Perspectivas de longo prazo para IPv6

Mas a mudança para o IPv6 irá resolver estas questões, a longo prazo? O número de endereços IPv6 disponíveis é tão grande que não vamos vê-los exaurindo durante nossas vidas.

“Os números são tão altos – 2 na 128 é um número muito grande – e eu não acho que nós vamos ver o IPv6 acabando, isso não vai acontecer.”

Pawlik espera que em algum momento no futuro, esses problemas ficarão bem distantes de nós.

“A taxa de uso de endereços IPv6 ainda deve ser razoável e nos levar com segurança por 50 anos daqui para o futuro. Até então, todos esperamos ter algo completamente novo, algo fresco, um novo protocolo para executar a internet”, diz ele.

“Nós estamos tentando evitar os pressupostos que causaram este problema, em primeiro lugar”.

Disponível em: http://www.computerweekly.com/news/2240235262/The-IPv6-dilemma-are-we-making-the-same-mistake
Acesso em: 25/03/2015.

Traduzido e adaptado por Ademar Felipe Fey em 29/03/2015.

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Sobre ademarfey

Professor de TI aposentado. Escritor na área de Redes de Computadores e Telecomunicações. Também pesquisa a Imigração Alemã no Brasil desde 2017.
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