O que você precisa saber sobre o IPv6 em 2016

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O que você precisa saber sobre o IPv6 em 2016

Do original What you need to know about IPv6 in 2016. Network World | Dec 21, 2015 8:03 AM PT.

Com os endereços do IPv4 se esgotando e a ascensão dos dispositivos móveis/Internet das coisas o IPv6 vai ser mais importante do que nunca no ano de 2016

O fim de um ano civil (2015) sempre inspira prognóstico sobre o próximo ano. Eu não estou indo tão longe para fazer previsões específicas sobre a rede para 2016, mas há um tópico de rede que deve pelo menos estar no seu radar para 2016: o IPv6. Eu também não vou proclamar 2016 como “O Ano do IPv6” ou qualquer coisa assim (sem dúvida, isso já aconteceu), mas vou dizer que este deve ser o ano em que você deve começar a levar o IPv6 a sério, se você já não o fez.

A partir de hoje, quatro dos cinco Registros Regionais da Internet (RIRs) estão simplesmente com os endereços IPv4 esgotados, e apenas o AFRNIC, o RIR Africano, tem algum endereço IPv4 para atribuir. O grande marco deste ano foi quando o ARIN, o RIR para a América do Norte e parte do Caribe, emitiu o último espaço de endereços IPv4 em seu conjunto de endereços livre. Houve um mercado secundário forte para o IPv4 por anos, onde se pode comprar espaço de endereços de terceiros “usado”, em oposição à obtenção de “novo” espaço de endereço atribuído por um RIR. Preços para o IPv4 estão subindo com o impacto do esgotamento no RIR e resultando conjuntos escassos do IPv4. Estamos chegando ao ponto em que o custo de obtenção de espaço de endereço IPv4 suficiente supera as acomodações necessárias para usar apenas o IPv6. Algumas organizações chegaram a esse ponto há muito tempo: operadoras perceberam que grandes implantações de redes móveis necessitam do IPv6 para ter qualquer esperança de espaço de endereço suficiente.

Agora, uma vasta quantidade de conteúdo e serviços estão disponíveis apenas em IPv4. Os provedores de conteúdo não tinham visto demanda e eles realmente se preocuparam em tornar a experiência do usuário pior, ao migrar  o conteúdo disponível através do IPv6. Como o suporte do IPv6 em sistemas operacionais e aplicativos aumentou, e como dispositivos de redes começam a suportá-lo, os dispositivos obtem os endereços IPv6 automaticamente. Os chamados dispositivos “com pilha dupla” com ambos os endereços IPv4 e IPv6 são mais comuns, mas só porque um dispositivo tem um endereço IPv6 não significa que ele pode chegar em todos os lugares na Internet IPv6. Nestes dias de implantação iniciais, às vezes o IPv6 funciona apenas na rede local porque a rede do ISP ou de grandes empresas não suporta o IPv6. Em tais cenários, um aplicativo pode receber um endereço IPv6 em uma resposta de DNS e tentar se conectar, apenas para evitar frustrar os usuários com tempos de espera ou outras falhas.

O IETF (Internet Engineering Task Force), a organização de padrões responsável pelo desenvolvimento do IPv6, chegou à conclusão que este estado de coisas foi um grande problema e prejudicou a implantação do IPv6. O resultado foi um algoritmo publicado em 2012 que regula o comportamento dos aplicativos chamado “Happy Eyeballs”.  A ideia é bastante simples: Uma aplicação tenta detectar o estado de conectividade IPv4 e IPv6 e usa como transporte o protocolo que executa melhor. Essa mudança simples melhorou simultaneamente a experiência do usuário e ajudou a limpar o caminho em direção a uma maior adoção do IPv6, fazendo editores de conteúdo menos receosos de usar o IPv6. Se o seu ISP suporta IPv6 (por exemplo, a Comcast utiliza para todos os clientes de banda larga) e você está usando um navegador moderno (por exemplo, a última versão do Chrome, Safari, Firefox e Opera), você já está usando o algoritmo “Happy Eyeballs”.

Outros fatores estão estimulando a implantação do IPv6. A Internet das Coisas (The Internet of Things – IoT) é um tema quente; Cada dia aparece algum novo tipo de dispositivo conectado à Internet. Mas, considerando a escassez de espaço de endereços IPv4, esses dispositivos – e deve existir um monte deles – não usam o IPv4. Eles vão saltar direto para o IPv6. Usando o IPv6 para estes dispositivos tem o potencial para evitar as dificuldades de conectividade introduzidas pela tradução do endereço de rede (NAT), que é ubíqua no IPv4. Num ambiente IPv6, a verdadeira conectividade end-to-end é possível, o que era o estado de coisas nos primeiros dias do IPv4. Embora exatamente como a Internet das coisas evoluirá não é claro, podemos prever com segurança, que haverá uma explosão de dispositivos conectados todos querendo se comunicar uns com os outros, e o IPv6 vai fazer isso não só possível, mas também mais fácil.

As pessoas gostam de se referir a uma “transição” para o IPv6, mas é realmente apenas uma questão de adoção. Quanto mais se implantar dispositivos compatíveis com IPv6 em redes compatíveis com IPv6, mais conteúdos e serviços estarão disponíveis via IPv6. Mais e mais tráfego fluirá através do IPv6 e o do IPv4 vai diminuir. Mas, assim como um programador de COBOL ainda pode ganhar a vida hoje, teremos IPv4 conosco por um longo tempo.

Considerando os recentes marcos do esgotamento dos endereços IPv4, a implantação do IPv6 para redes com um grande número de dispositivos (como dispositivos móveis e Internet das coisas), e o aumento da prevalência do algoritmo Happy Eyeballs, eu acho que nós vamos olhar para trás em 2016, como um ano significativo na implantação do IPv6. Talvez essa seja uma previsão depois de tudo.

Matt Larson é um contribuidor da rede IDG

Matt Larson é o Chief Technology Officer na empresa de esempenho Internet Dyn. Além de trabalhar na Dyn, Matt é um participante ativo na comunidade de padrões da Internet, ajudando a política e os procedimentos de forma a construir o futuro da web.

Traduzido por Ademar Felipe Fey em 16/03/2016.

Disponível em: http://www.networkworld.com/article/3016666/internet-of-things/what-you-need-to-know-about-ipv6-in-2016.html.

Acesso em: 16/03/2016.

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Sobre ademarfey

Professor de TI aposentado. Escritor na área de Redes de Computadores e Telecomunicações. Também pesquisa a Imigração Alemã no Brasil desde 2017.
Esse post foi publicado em IPV6, Redes de Computadores e marcado . Guardar link permanente.

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